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Quarta - 27/08/2008
Bukowskiando de leve

Cena 1:

Uma banda chega para almoçar numa churrascaria da cidade. Todos se acomodam na mesa, fazem seus pratos. Eles têm pouco tempo, pois ainda haveria uma passagem de som. Mesmo assim tentam comer tranquilamente e conversam. Corta.


 Cena 2:

Pela direita aproximam-se algumas pessoas, pedem autógrafos e fotos. Eles gentilmente interrompem o almoço e falam com todos. Corta.

Passagem de tempo.


Cena 3:

Mais uma pessoa se aproxima (a mesma, pela terceira vez), caminha em direção ao vocalista e inicia um diálogo:

- Oi, a foto saiu ruim de novo, será que dava pra tirar mais uma?

- Ah, tá, tudo bem, mas dá só pra esperar a gente terminar aqui? A gente já está saindo...

- Mas é que eu estou indo embora também, não posso ficar esperando...

-Poxa, que pena então. Se der, a gente se bate na saída ali, logo mais. Faz de conta que é nosso “horário de almoço”.

- Ah, mas que é que tem tirar logo! Eu sei que você está almoçando, mas são ossos do ofício, né?

- Ossos do ofício...aham, e você, trabalha com o quê?

- Sou dermatologista!

-Ótimo! É que meu amigo baixista aqui tá com uma coceirinha na cabeça do pau, você podia dar uma olhada?

(Cara de escandalizada) – Credo! Que absurdo! Eu nem tô no meu horário de trabalho!!!

- Pois é, gata... ossos do ofício né?

 

 

* Qualquer semelhança com nomes, pessoas ou lugares é, talvez quem sabe, mera coincidência. E viva Bukowski.

 
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